segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Que ética?



A seguir aos malefícios do tabaco a imprensa encontrou novos motivos de interesse: por exemplo o suicídio e a net.
Qual suicídio?

O dos desesperados?
O dos solitários?
O dos marginalizados?
O dos infelizes?
O dos afectivamente abandonados?

Qual net?

A net que as crianças e os alunos copiam e colam, falsificando os trabalhos escolares, ou a net que a comunicação utiliza exactamente da mesma maneira?

Supremo cinismo.
Que ética?

Atenção cidadãos de todas as idades, pais e professores.

Ontem


Em Novembro de 2007 achei que devia parar, decidir se o "Al-Hâffa" ia ou não continuar vivo. No fundo ele era apenas (pensava eu) a resposta a um desafio muito pessoal e não pretendia ser muito mais do que isso.
Após a euforia das luzes, chegado 2008, tudo parecia resolvido.
Alguns dias depois caíu por terra tão ajuizada decisão. Saíram as primeiras notícias sobre o conflito no Quénia.
O "Al-Hâffa" impôs-se como o caminho por onde vão andar mais algum tempo as alegrias e as revoltas deste novo ano. Afinal ele definiu-se desde sempre como o local do amor, do encontro e do desencontro.

Neste caso, sem dúvida que é mais um desencontro do meu imaginário de liberdade selvagem, infinito horizonte e indomável vontade, com a brutalidade, a ganância, a pobreza, a guerra e a morte.

Os outros existem para além de nós.
Nós existimos através dos outros e os outros são os amigos que todos os dias lutam para se manterem vivos. Estamos com eles.