quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deuses em fúria?

Olho, tento escrever e...não encontro as palavras.
Uma "branca" que já dura há 15 minutos.
Paciência.
Deve ser isto que o pintor sente diante da tela vazia, o escritor perante a página virgem, o músico antes de escrever a pauta.
Desesperante. Felizmente não sou artista.
Posso olhar sem palavras!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Palmira Bastos


Quase que não sabia o que era "Teatro".
Nunca tinha entrado num teatro de verdade. Só vira salas onde se exibia "cinema".
Por razões que não são chamadas ao caso, ainda gaiata, me levaram (pela porta do cavalo...) ao Teatro Avenida.
Lembro-me do "foyer", das damas e senhores elegantes, do veludo das cadeiras e do palco onde uma grande senhora vestida de negro dizia batendo com a bengala no chão "...as árvores morrem de pé".
Vejo-a como de fosse hoje. O Avenida ardeu uns anos depois diante dos meus olhos.
Talvez por isso nunca mais deixei de ir ao teatro, mesmo que isso implicasse horas na rua para entrar ou horas de representação sentada num caixote com os joelhos do parceiro a empurrar-me pela escada abaixo.
Palmira Bastos, um encanto.