domingo, 23 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
G20
Para lá deste mar, um presidente moribundo convidou outros (mais ou menos moribundos, com diferentes graus de inteligência e uma enorme arrogância) para uma discreta chávena de chá enquanto reflectiam e acordavam...não sei o quê.Sei que não falaram da Etiópia, não falaram da Birmânia, nem da RD.Congo.
Claro.
É má educação falar da vida dos vizinhos!
Não falaram de massacres, de genocídios, de fome, de desalojados, de pinguins, de saúde, de cultura e, muito menos do planeta terra.
Claro.
Para isso são precisos grupos de "experts"!
Não falaram de direiros humanos, de execuções sumárias, de fossas e valas comuns, de atropelos e discriminações de toda a côr e feitio.
Claro.
É de mau gosto falar de coisas tristes diante de pessoas doentes!
Suspeito que o chá não era chá...
Suspeito que o assunto em reflexão tenha sido mais ou menos este:
Quem é que tem dinheiro para pôr na roleta?
Suspeito que a parada era alta.
Suspeito que o dono do Casino já tinha os olhos em bico.
Suspeito que o Zé Manel distribuiu ums curriculums para o lugar de "manager".
Suspeito, suspeito, suspeito.
Suspeito que os salvadores e os salvados, se não dormiram todos juntos, pelo menos voltaram a tomar um cházinho no regresso às suas pobres casinhas.
Tenho a certeza que estão felizes!
sábado, 1 de novembro de 2008
The Globe - A reconstrução
Ficou lindo!
Daí que perder o espectáculo anunciado para esse fim de tarde era uma carta fora do baralho...
Sábado de manhã bilhetes na mão não fosse o diabo tecê-las (neste caso o diabo encaminhara muitos turistas japoneses para as bilheteiras) rumamos a Portobello Road.
Claro.
Não fazia sentido ver Shakespeare sem as vestimentas próprias...o programa aguçara o apetite para assistência caprichada na reconstituição da época.
Uma criativa e bem saborosa loucura...
Pelas 4:00 da tarde as núvens começam a prometer um bom espectáculo, às 4:30 atravessamos Tamisa sob um pequeno chuvisco.
Optamos por ficar na arena junto ao palco.
Às 5:00, teatro cheio, começa a representação acompanhada com um valente "shower" que abafou vozes, música, guarda-roupa e palco.
Capas de plástico foram distribuídas aos presentes encharcados até aos ossos e o espectáculo continuou.
Não havia chuva que fizesse calar os actores nem afastar o público.
Para captar o espírito vejam "A paixão de Shakespeare" outra vez.
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