A visão do mundo de Bento XVI pouco difere, muito provavelmente, da que tinha o cidadão cardeal. E esta por sua vez também não está longe de "As bruxas de Salem".
Falar de feitiçaria no contexto cultural em que o fez não terá sido apenas para exorcizar os seus próprios fantasmas.
Está bem de ver que Bento é cada vez menos um cidadão do mundo, ou que sendo, não tem dificuldade em se encaixar numa parte específica desse mundo:
Fala de corrupção mas não define os contornos dos corruptos;
Fala de aborto como um crime de mulheres;
Omite deliberadamente a pedofilia, persegue a homossexualidade, o preservativo e a sida.
Condena a riqueza, o lucro a falta de ética
Fala de comportamentos.
Apela à "pureza" extramuros.
O seu mundo intramuros fica intacto... e puro.