segunda-feira, 21 de junho de 2010

José

Soube da morte de Saramago com algumas horas de atraso.
Recusei a vergonha de assistir às cerimónias fúnebres em directo da TV.
Limitei-me à imprensa e registei que a filha veio no avião que o trouxe a Lisboa, que Chico Buarque escreveu sobre a perda do Amigo do Escritor e do Homem. Bastou-me.
A Imprensa do Vaticano cumpriu o seu papal papel bíblico, alguns políticos estavam de férias, outros em serviço, outros indispostos e outros totalmente disponíveis para o circo.
Julgo que é de Platão (se não é, desculpem) uma frase que lhes assenta como veludo:
"Pessoas normais falam sobre coisas.
Pessoas inteligentes falam sobre ideias.
Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas."
Muita gente falou sobre a pessoa 'José'.
Eu vou reler "O Cerco de Lisboa", "O Ano da Morte de Ricardo Reis" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo"...para ver se entendo as pessoas mesquinhas!

terça-feira, 15 de junho de 2010

À beira do Paraíso


Um raio de sol no meio do céu de chumbo, uma trovoada, um aguaceiro.
Depois uma ponte, um fim de tarde, um curso de água, uma brisa forte, o canto das aves.
Uma estrada à beira do paraíso, uma primavera inconstante como os amores de verão...