
Soube da morte de Saramago com algumas horas de atraso.
Recusei a vergonha de assistir às cerimónias fúnebres em directo da TV.
Limitei-me à imprensa e registei que a filha veio no avião que o trouxe a Lisboa, que Chico Buarque escreveu sobre a perda do Amigo do Escritor e do Homem. Bastou-me.
A Imprensa do Vaticano cumpriu o seu papal papel bíblico, alguns políticos estavam de férias, outros em serviço, outros indispostos e outros totalmente disponíveis para o circo.
Julgo que é de Platão (se não é, desculpem) uma frase que lhes assenta como veludo:
"Pessoas normais falam sobre coisas.
Pessoas inteligentes falam sobre ideias.
Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas."
Muita gente falou sobre a pessoa 'José'.
Eu vou reler "O Cerco de Lisboa", "O Ano da Morte de Ricardo Reis" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo"...para ver se entendo as pessoas mesquinhas!