quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ao Sul e ao Vento




Este castelo foi meu guia e aconchego.
À sua sombra brinquei, sonhei e vivi muitas emoções de criança e de adolescente (boas e más, a seu tempo).
Nas noites de verão aprendi a ouvir, com o coração, o cante sincopado pelas ruas.
As noites de inverno ensinaram-me o piar das corujas no alto da torre.
Das ameias contemplei os campos de trigo maduro e, sempre que tocava a fogo, o meu coração chorava pelas searas desaparecidas.
Passeando pelos campos aprendi a conhecer as borboletas, os passarinhos e as flores, os malmequeres e as papoillas.

Ficou-me a paixão do alentejo.
Ficou-me na alma a minha princesa, o sofrimento do meu povo e o gosto dos horizontes sem limite.

Foi um amor para toda a vida.


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