quinta-feira, 5 de junho de 2008

Memórias

Na caixinha da memória individual confirmamos que a terra gira, apesar de tudo e de todos.
Passado aquele momento, nada mais será o que foi.
A fotografia dos idos 50 sugere-nos que nem a menina voltará a ser menina nem a cidade voltará a ser o que foi.
Resta-nos então aquilo a que Michel Meslin chama "a dimensão colectiva da memória".
Nela cabem as pedras do templo e os homens, que a gosto e contragosto de muitos, construiram outros templos e perpetuam a memória de outros meninos.
Neste dia especial uma homenagem ao José Adelino e ao Xico Pinto.
Para o amor e para o ódio eles marcaram e marcam, ainda hoje, uma geração.


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