domingo, 31 de agosto de 2008

Convite à Valsa

Este último dia de Agosto, começou com uma neblina cerrada, bem convidativa à 'Valsa Triste'.
O convite não é descabido, já que aqui me confessei incondicional de Sibelius!
O filme que vos deixo, não se esgota na tristeza nem, tão pouco, na beleza do felino...
Pela tarde, da neblina se fez sol e esperança.
Esperança (encontro eu) no sonho que nos conforta, nas memórias que teimamos em ressuscitar, na capacidade de sobreviver no presente amando com força o passado.
Com esta carga afectiva atravessamos a ponte que nos leva ao futuro, seja lá isso o que seja!
É bom saber que nada do que passou nos foi tirado, que amanhã teremos, de novo, o cadeirão para sonhar com o pratinho que nos consola e a mão que nos afaga.
Mas que dói...dói...e muito!
Allegro ma non troppo!

Allegro Non Troppo - Valse Triste

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Agosto


Vai louco este Agosto!
Entre chuva, sol e vento parece querer desencadear desejos de mudança.
A lua cheia não tarda, mas mudar continua a ser um sonho de rio que não chega ao mar.
De pássaro que não levanta voo, contínua angústia de "não ser".
Vai frustrante este Agosto!

sábado, 9 de agosto de 2008

O Schlegeis


Jardim de luz, água e gelo.
Se um dia o "Schlegeis" derreter teremos boas razões para não dormir.
Para já, apenas nos preocupa a logística e a balística...e os últimos dias têm sido fartos em histerias e frustrações, como se alguns homens estivessem à beira de um ataque de nervos.
O Almodovar não faria melhor...
Uma tempestade de medalhas, assaltos, escudos invisíveis e soldadinhos de chumbo.
O locutor de serviço na Geórgia informa que os russos ainda não retiraram apesar de já ter passado uma hora sobre o horário previsto...
Presumo que não estavam sincronizados com os relógios dos JO.
Pela parte que me toca:
- Não gosto do jornalismo que se faz em Portugal;
- Não gosto de ver polícias especiais a atirar sobre civis, em Portugal ou na Colômbia;
- Não gosto de militares no poder, seja na Birmânia ou no Alaska;
- Não gosto de escudos, sejam humanos ou de mísseis.
Podem acreditar que não me vendem o produto, mesmo pagando a taxa...
Se puderem, caros amigos, leiam as peças dos Jornalistas (com letra grande, porque sim!) Carlos Santos Pereira no DN e Batista Bastos no Jornal de Negócios.
Quem é que falou em negócio de armas?
No intervalo sonhem com o "Schlegeis"...
Boas férias.

domingo, 3 de agosto de 2008

As fadas

Não sei bem precisar onde e quando começou este processo (tanto mais que as histórias da Gata Borralheira, da Branca de Neve e tantas outras são muito anteriores à minha infância).
Os dragões, anéis e elfos vieram dar outros alentos ao nosso imaginário, mas na verdade podemos dizer que nos mantivemos fiéis às nossas "fadas-madrinhas".
Se abrirem bem os vossos olhos e a fantasia não vos falhar verão sair da carruagem (ainda que um pouco amarrotada pelas tempestades), as fadas madrinhas dos nossos meninos e meninas de oiro.
Só tenho receio que de tão abruptamente ocupadas se esqueçam de acompanhar os outros meninos e meninas que não são de oiro...