terça-feira, 9 de junho de 2009

A Capoeira


Passaram semanas a escrever a agenda dos assuntos que mais interessam à Europa, aos Europeus e ao Mundo.
Neste velho continente é suposto jogar-se o futuro da humanidade, sempre.
Na campanha eleitoral, para além de invectivar os preguiçosos e ignorantes portugueses (que era certo estavam a preparar-se para uns banhitos nas praias de bandeira azul...) pouco ou nada de Europa se falou, e das políticas europeias ainda menos.
Umas coscuvilhices de comadres aqui...uns insultositos ali...umas brejeirices acolá...
Tudo coisas de pouca monta só para criar "glamour" quanto baste - olha a crise - para a grande noite do fado.
E o fado foi cumprido entre estúdios, directos, sedes, hotéis, comentadores e mosteiros (era preciso ressuscitar o cenário do Tratado de Lisboa - quem disse que a RTP não está atenta a estes secretos e altíssimos interesses nacionais?)
Houve gravatas e fatos bacocos caídos fora do cenário, agradecimentos, festas e comemorações, muita emoção, facturas a pagamento como é normal e esperado.
Poucos disseram como é que os portugueses iriam ser mais europeus e como é que a Europa vai ser mais social, mais solidária, mais culta e mais justa.
Na realidade, não sabemos mesmo se a lei Sarkosy nos vai deixar intacta a Internet, se o Tribunal P. Internacional vai julgar os genocídios, se os responsáveis dos crimes ambientais, económicos e políticos ficarão impunes, se os emigrantes serão protegidos da xenofobia!

Mas a capoeira não ficaria completa sem o dia de ontem.

Os galitos saíram à rua.

Quero eu dizer, começou o ajuste de contas entre os não eleitos e os eleitos.

Se eu não fui candidato ao PE, quero pelo menos ser candidato de referência nas próximas listas.

Digo eu, os poleiros vão estar em saldo e a minha galinha é melhor, mais trabalhadeira e mais linda que a galinha do vizinho, mesmo que o vizinho não seja mau sujeito e até inteligentinho!

Que nestas coisas de política (poleiros, peço desculpa) e eleições ser inteligente tem até as suas desvantagens!

Diatribes verbais moral, ideológica e éticamente obscenas em terras democráticas.

Eu vou arejar as penas...e as dores nos cotovelos!



1 comentário:

Carlos Machado Acabado disse...

Eu, nesta campanha, fui radical: proibi a minha cadela mais velha (que é virgem...) de seguir aquilo!
Não pode ser!
Era só: "A cadela da vizinha recebeu luvas", "O cão do tipo do lado está a fazer kung fu na China para não responder num inquérito por ter gamado uma costeleta não sei a quem" e por aí fora...
E mal ouviu o 'licenciado' botar faladura, desatou imediatamente a chamar-me corrupto a mim que lhes dou a ração e Freeport à cozinha onde lha dou...
Uma chatice!
Já a mais pequena, se alguém a chama para lhe fazer uma festinha, responde logo: "Olha! Vai chatear a Tanas que ela é que recebeu mais comida para se calar e deixar pôr a cama ao pé do sofá!...
Não se pode!...