sábado, 10 de julho de 2010

A Invenção da Glória

Afonso o V estava desesperado de angústia.
Como se não bastasse a herança de uns antepassados tão distintos ainda tinha que aturar o tio Pedro a vender-lhe umas teorias europeístas, a ele, que não tencionava dedicar-se ao comércio.
Assim que pode resolve o caso do tio (uma pequena traição sem importância) e atira-se aos mouros que trai também, para ensinar ao filho João que seria o II, essa nobre arte de governar com as duas mãos (disciplina em que João veio a ter nota 20).
Mas depois achou que alguém o poderia trair e apagar as suas vitórias como Rei, Cruzado e Cristão, vai daí encomendou pessoalmente as tapeçarias da invenção da sua própria glória ao mestre da Flandres Passchier Grenier.
Mas Luis XI o aliado que o levaria ao trono do Reino Ibérico resolveu, também ele, trair Afonso.
As tapeçarias ficaram para Fernando de Aragão e o convento acolheu a sanha bélica de Afonso.
Uma obra de arte a não perder no MNAA.
Mesmo que a Glória seja inventada!

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