terça-feira, 29 de setembro de 2009

REFLEXÃO


Depois das explicações presidenciais podemos todos dormir descansados, mas como deitar cedo pode fazer do travesseiro um péssimo assessor resolvi ficar pelo concerto do Alhambra.
Magnífico cenário sobre uma magnífica cidade.
Que se calem os sérios e os cultos, nem que seja por uma hora.
Nota de rodapé: O meu gato disse que não percebeu nada de nada. Só pode ser gato burro...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Elegia ao amor



Que se desiludam os que pensam que Veneza é a cidade do amor.
Veneza é a misteriosa rainha da laguna, soberba de estética, poderosa de sol de luz e de névoa.
Veneza é a "Sereníssima".
Um pouco mais a norte a celta, Augusta por conquista romana, mais tarde capital de duques do Reino e berço de Veronese fica Verona, cidade do amor e das artes.
É doce e calma.
Nas noites de verão os Veronese (será este o termo?) ficam-se pela proximidade da imponente arena romana e a cidade divide-se entre os que ouvem e acompanham os preparativos e os ensaios - que são todos - e os que assistem ao espectáculo.
Julieta bem pode não ter estado naquela janela, mas que importa!
Algures naquelas paredes gerações sucessivas deixaram nomes, datas, corações, palavras de amor e junto à arena muitos milhões já ouviram a Aída ou a Turandot.
Verona é o encanto da luz, das pontes e de Julieta perdida do Romeo por entre alamedas de árvores frondosas ao longo do rio.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Outra música!

Outro dia

Outras sonoridades que ajudam a ultrapassar os dilúvios (ou serão delírios?) eleitorais.
Dublin on my mind !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vangelis - Mythodea / Movement 10 (+ Lyrics)

Um ano mais

Al-Hâffa conseguiu completar mais 365 dias, todos eles em volta do Sol.

Um ano difícil, com muitos momentos bonitos sempre perto da palavra e da música.

É pela música e pela palavra que queremos continuar ainda que, no futuro, o destino seja Marte!

Pois que seja!

Ofereço-me (e ofereço-vos) o último movimento de Mythodea, magnífico de belo, de desespero e de esperança.

Pode ser que no meio de uma qualquer rotina vos apeteça ouvir os restantes 9, ganhar asas, sonhar o sonho.

Bom regresso.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro - Santiago de Chile

Para cultivar as flores, a música, a liberdade e lembrar os mortos de ,mais um 11 de Setembro sinistro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

JN6 - RIP

A história desta morte que toda a gente sabia que ia acontecer limita-se ao pormenor de saber quem vai fazer o funeral.
Na Venezuela ou no Irão ninguém teria dúvidas de que é "censura", em Portugal trata-se de respeitar o direito do patrão despedir o mau empregado e deitar para o lixo um péssimo produto. Arons (o professor) acha que o tema não vai afectar o resultado eleitoral, sócrates (a vítima) acha que sim.
Assim, de repente, passam de bestas a bestiais.
A procissão ainda agora vai no meio do adro!
Excitante mesmo é constatar que até este preciso momento o telejornal da TVI mostrou uns incêndios criminosos, a atribuição do prémio da fundação champalimaud (com presidente da república), sócrates em visita a escola, jardim gonçalves a falar de honra pessoal/profissional e futebol com madail e tudo.
Acabei de desligar o televisor.
Vou gostar de ouvir o sindicato dos jornalistas, os profissionais (galardoados, precários, despedidos, estagiários etc.) e os reais defensores da liberdade de expressão.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A febre...a pandemia e a mudança!

Não pode o pacato cidadão distraír-se a olhar para o lado por mais que as revistas ensinem que essa é a melhor forma de evitar os problemas de stress.
A criança grita no Rossio, a gente olha para cima, tipo para o alto do Castelo de S. Jorge. O primo faz um arraial na Rua do Ouro, olha-se para o elevador de Santa Justa. O melhor remédio para uma gripe é mesmo olhar para o céu e tomar um cházinho. Tudo numa boa!
Quando a pandemia se manifesta e diz que quer MUDAR, o cidadão, que nunca viu a pandemia mudar nada para melhor já não olha para o lado. Desconfia.
Quando a pandemia declara que lhe quer mudar a terra e não diz onde a vai colocar, só há um remédio: bater na criancinha, deixar o primo a contas com a turma e esquecer o chá.
Nestas coisas convém não perder a memória.
Pensando nos meus amigos que há 34 anos eram mudados para África, Caxias, etc., etc., etc., vou passar as próximas semanas no GOOGLE EARTH a tentar descobrir para onde é a "mudança", desta vez.
À cautela, para que tomem nota, declaro desde já que não vou para lado nenhum que não seja escolhido por mim!