sexta-feira, 4 de setembro de 2009

JN6 - RIP

A história desta morte que toda a gente sabia que ia acontecer limita-se ao pormenor de saber quem vai fazer o funeral.
Na Venezuela ou no Irão ninguém teria dúvidas de que é "censura", em Portugal trata-se de respeitar o direito do patrão despedir o mau empregado e deitar para o lixo um péssimo produto. Arons (o professor) acha que o tema não vai afectar o resultado eleitoral, sócrates (a vítima) acha que sim.
Assim, de repente, passam de bestas a bestiais.
A procissão ainda agora vai no meio do adro!
Excitante mesmo é constatar que até este preciso momento o telejornal da TVI mostrou uns incêndios criminosos, a atribuição do prémio da fundação champalimaud (com presidente da república), sócrates em visita a escola, jardim gonçalves a falar de honra pessoal/profissional e futebol com madail e tudo.
Acabei de desligar o televisor.
Vou gostar de ouvir o sindicato dos jornalistas, os profissionais (galardoados, precários, despedidos, estagiários etc.) e os reais defensores da liberdade de expressão.

1 comentário:

Carlos Machado Acabado disse...

É horrível pensar (não é Augusta?) que a opção é entre o que é!...
Entre o Nada e o Coisa Nenhuma...
Beijinho!

Carlos

P.S. Os gatos estão bons?...