terça-feira, 22 de setembro de 2009

Elegia ao amor



Que se desiludam os que pensam que Veneza é a cidade do amor.
Veneza é a misteriosa rainha da laguna, soberba de estética, poderosa de sol de luz e de névoa.
Veneza é a "Sereníssima".
Um pouco mais a norte a celta, Augusta por conquista romana, mais tarde capital de duques do Reino e berço de Veronese fica Verona, cidade do amor e das artes.
É doce e calma.
Nas noites de verão os Veronese (será este o termo?) ficam-se pela proximidade da imponente arena romana e a cidade divide-se entre os que ouvem e acompanham os preparativos e os ensaios - que são todos - e os que assistem ao espectáculo.
Julieta bem pode não ter estado naquela janela, mas que importa!
Algures naquelas paredes gerações sucessivas deixaram nomes, datas, corações, palavras de amor e junto à arena muitos milhões já ouviram a Aída ou a Turandot.
Verona é o encanto da luz, das pontes e de Julieta perdida do Romeo por entre alamedas de árvores frondosas ao longo do rio.

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